quinta-feira, 27 de maio de 2010

Por onde andará a sua menina-bailarina?




Digamos que, foi por correr atrás desse sonho que hoje me encontro aqui. Larguei a profissão de Médica Veterinária e fui fazer faculdade de dança, tornei-me professora/dançarina e Mestre em Dança pelo PPGDANÇA-UFBA. Tantas trilhas para chegar até o doutorado, que posso dizer: minha menina bailarina sobreviveu pela sua insubordinação. O seu "tutu" foi substituido por muitas coisas: pés descalços, saia cigana, xale de dança do ventre, sapato flamenco, articulações, corpo nú e muitos livros... e hoje creio que continua sendo os livros, uma vez que com eles encontro possibilidades de chegar a mais uma etapa desse sonho: o Magistério Superior.

Hoje um pouco endurecida pelo regime acadêmico, reivento-me por outro sonho: pela possibilidade de compartilhar com minha filha o gosto pela dança e música. Olha que louca! Minha filhota nem nasceu! Mas já me vejo com cara de boba indo buscá-la na escola de balé e arrastando os móveis para dançar com ela. É claro que, com uma pitada de insubordinação! O que será feito do seu "tutu"? Penso em muitas coisas... mais o que vale é experimentar... do balé a capoeira... ou quem sabe nada disso? Talvez a minha menina- bailarina esteja apenas em mim e não continuará em minha filhota. Nem adianta dizer que: filho de peixe, peixinho é. Deixa a dança nos levar...

terça-feira, 25 de maio de 2010

MUSEU DE GRANDES NOVIDADES... O TEMPO NÃO PÁRA.


De partida gostaria de pedir aos meus companheiros de blog que me perdoem pelo tom um pouco ácido da escrita a seguir. Contudo, o tipo de bibliografia que tenho tido acesso não me permite mais olhar para qualquer coisa no mundo com certa ingenuidade de antes... Meu olhar acostumou-se pelo avesso, a procurar o que não está aparente. Mas que está ali e insiste em se mostrar, basta procuramos “o quê” está no lugar de cada discurso enunciado/materializado/posto diante de nós.

Já pegando um pouco a carona do cientista Mark Bernstein , em seu artigo – “Dez dicas para escrever a rede viva”, ele nos coloca a idéia de que para a rede se manter viva, em constante mudança, é preciso encontrar “bons inimigos”. Na verdade um inimigo-amigo, pelo qual muitas vezes você é provocado e discorda de muitas questões. Justamente para que no conflito, entendido por Bernstein como uma ferramenta potente, outros pontos de visão de mundo sejam postos e iluminados. Pois, de que adianta nesse espaço estabelecer um diálogo monocêntrico, onde apenas o autor do blog se coloca e, em muitas situações é reiterado por comentários egóicos, sem menor pretensão de troca/transformação daquilo posto? É a prática da interlocução, que faz essa ferramenta ter uma dinâmica de comunicação. E quem disse que comunicação se faz apenas com reiterações daquilo posto?

Assim, longe de me colocar nessa posição de “inimiga-amiga” a disparar questões polêmicas... Sinto-me, na verdade, motivada a fazer uma leitura política de muitas questões que envolvem a dança/dança do ventre, mídia e poder, com o objetivo de provocar um novo olhar sobre o fenômeno. Desestabilizar um pouco, questões aparentemente muito “naturais” e vistas como uma “norma” a seguir por muitas dançarinas-aprendizes ou até mesmo profissionais já estabelecidas no mercado. Artistas que encaminham seus fazeres artísticos apoiados por discursos que confundem arte com prática midiática, divulgação com exposição espetacular... E legitimam sua produção artística, sem ao menos se dar conta de que é mais uma “captura” dessa cultura espetacular e midiática que achata nossa produção em dança.

Um pouco de Nostalgia...

Eu fui do tempo que para aprender/fazer dança do ventre era de fato uma tarefa de sala de aula. Consistia em amadurecer, digerir a informação/movimento, até o mesmo maturar-se e tornar-se corpo. Não tinha o imperativo do apresentar-se em público. O feitio da dança tinha como condicional o aprontar-se, o processo de descobertas, sem que isso necessariamente chega-se a um produto espetacular. O que interessava era a singeleza do processo de descobrir-se e do apropriar-se da dança.

O apropriar-se significava experimentar, experimentar... sem a preocupação com o produto finalizado. E sim, com o processo de assinar sua dança, não como a música da moda, com a “roupicha da moda, etc. Mas com o seu processo de investigação, de composição da coreografia. Sem a tirania dessas senhas prontas, que fecham qualquer porta do reinventar-se, autorizar-se como co-autor de algo que sempre foi dado pelo outro, mas que no corpo torna-se singular.

Estar em sala de aula ou em workshops era a possibilidade de ser co-autor do material dado, que no seu corpo era re-editado como algo “seu” e do “outro”. Uma reapropriação como micro-bicolagens clandestinas, mas que de tanta experimentação, se tornava um novo enunciado no corpo. E não mais um enunciado de... da professora tal, da dançarina tal, etc.

Lembro que em 1996, dando aula na Escola de Dança de Antônio Cozido, o único material de aprendizagem disponível era uma fita de vídeo de Lulu Sabongi, a Arte da Dança do Ventre. Imaginem, CDs? Raríssimos. Tínhamos fitas cassetes de George Abdoo e algumas outras coletâneas de música árabe. De modo, que a nossa criatividade estava a serviço da técnica e da possibilidade de sobreviver a pouca informação em circulação. Digamos que tínhamos um cuidado muito maior em colocar nosso fazer no mundo. Tudo era movido por muita pesquisa, ensaio e pela espera de apresentar-se um dia. Roupas? Músicas da moda? Era colocado em segundo plano, uma vez que a oferta desses elementos quase não existia. Contávamos com o nosso feitio e com o processo de maturar-se, fazer-se dançarina.

O tempo não pára...

Mas você pode estar querendo me dizer, calma Márcia, hoje ainda é assim. Mas eu insisto em te provocar: será?

Hoje o que percebo é o seguinte: um encurtamento do processo de aprendizagem movido pela necessidade de apresentar-se como um produto espetacular. Todas querem o palco. Todas querem postar seu vídeo no youtube. Todas querem recheiar seus álbuns no Orkut, com as fotos da última apresentação. Todas querem...

Não que o palco seja algo sagrado, temível e destinado apenas as estrelas. Todas nós temos direito a ele. Mas quero dizer, que o processo de fazer-se dançarina não pode ter o imperativo do apresentar-se e tornar-se um produto midiático.

...
Olhe mais um vídeo no Youtube!!! Quem dá mais? Leiloamos nosso fazer artístico!!!! (desculpem-se por essa pitada de veneno)
...

Sei que o tempo não pára... e a democratização da informação é algo extremamente positivo. Afinal não sou a favor da escassez de materiais da década de 90. Mas o que hoje me inquieta profundamente é o excesso e a rapidez com que essas informações chegam ao corpo, sem que de fato tenham algum sentido ou se tenha tempo necessário para fazer-se corpo. Para que a dançarina construa a sua dança e torne-se co-autora.

Assim se por um lado, em 2010, temos todo o acesso à informação, via internet e a profusão de workshops, aulas, materiais técnicos e de aprendizagem, por outro, temos perdido a dimensão de que o acesso a informação não substitui o processo de investigação/maturação em sala de aula. Informar-se e fazer-se corpo são ações complementares e não excludentes.

O apelo midiático é tão intenso que de cara fratura a condição do artífice e do tempo necessário para fazer-se obra. Hoje não importa mais o tempo que você tem de aula, ou quem é seu mestre. O que vale é estar visível. Seja por uma web Cam, no Youtube ou no velho palco de guerra. Basta-se da visibilidade midiática como condição básica para ser dançarina. É justamente esse holofote e os aplausos da cena, que legitimam tantos nomes artísticos no nosso hall de opções. Devo discordar. E penso que, não é o palco que legitima a arte e sim o processo de fazer-se obra artística.

Aqui, permito-me usar um entendimento de George Agamben, para localizar melhor minha opinião/inquietação. Pois este cientista italiano chama a atenção para a atual fase do capitalismo que tende a transformar “tudo em um museu”. Onde o que importa é a visibilidade e a contemplação de qualquer acontecimento. De modo que tudo se torna produto capturado pela mídia.

Nossos corpos, desejos, afetos... nossa arte, nossa dança, a serviço do olhar do outro. Não mais como um acontecimento capaz de dar um outro sentido ao seu entorno. Mas como materiais a serem capturados e desativados do seu potencial de transformação. Vive-se um total achatamento dos nossos sentidos e da nossa percepção imagética.


Impera-se a banalização. Nossa imaginação foi atrofiada. O que se dizer da nossa capacidade de “religar” com os universos mais sutis? . Por onde andam os fios? Foram cortados? Tudo é passível de contemplação apenas. Mas não de transformação.

Por entre tantos museus de “grandes novidades” me pergunto: o que se faz novo ao seu entorno? Talvez nessa última questão, encontremos a solução para muitas das inquietações aqui compartilhadas.

Repensar nosso fazer artístico não apenas pela necessidade de fazer-se museu. Mas sim, pela possibilidade de levar a novidade ao entorno. Não a novidade travestida com as velhas fórmulas tão gastas pelas estrelas da dança. Mas... pela potência que a dança tem de fazer novidade no seu acontecimento, ainda que seja sem a roupa da moda, sem a música da moda... Gostaria de apostar na singeleza do corpo que dança em cena. CORPO-DANÇA SINGULAR, que não se alimenta só de aplausos, mas com a sua verdade a ser lida como uma possibilidade de autoria. A VERDADE-AUTORIA COMO CONTRA-DISPOSITIVO DE CAPTURA MIDIÁTICA. UM DESMONTE PARA TANTAS PRODUÇÕES PREMATURAS, ENTENDIDAS COMO TEXTOS ARTÍSTICOS COPIADOS DE DANÇAS SACRALIZADAS NO MERCADO.

terça-feira, 18 de maio de 2010

DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Para quem não sabe, 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Campanha instituída em 2000, o dia faz alusão a um crime, ocorrido no Espírito Santo, há 27 anos, em que Araceli Cabrera Sanches , então com oito anos de idade, foi violentada e assassinada.
Hoje, os Comitês de enfrentamento, ONGs, instituições parceiras e vários setores dessa rede de atenção, se mobilizam para sensibilizar a sociedade no engajamento dessa ação. Pois, quantas meninas e meninos continuarão reféns de uma violência crescente em nossa sociedade, muitas vezes de forma tão velada e por não dizer, naturalizada como um traço cultural. Afinal, quantas meninas são iniciadas sexualmente por seus pais, no interior do nordeste, como um pacto familiar perpetuado entre gerações?
Aqui, não pretendo, nesse momento tecer alguma aboradgem teórica sobre essa questão multidimensional, mas sim usar desse espaço com mais um lembrete, de que devemos se colocar como colaboradores dessa campanha. Que se faça 18 de maio todos os dias em nossas vidas, não apenas hoje. Uma vez que é esse o objetivo da Campanha, que tem como slogan: "Esquecer é permitir. Lembrar é combater"
Temos muitas possibilidades de intervir nessa questão. Não apenas denunciando, com o disque 100, que é uma ação mais concreta. Porém também repensando nossas ações cotidianas, como por exemplo: o que estamos fazendo para alargar a infância das nossas crianças? Garantindo o fluxo dessa fase e "colocando o pé no freio"" para qualquer possibilidade de uma adolescência precoce nesses corpos. Temos que garantir a infância como infância, negociando com os apelos midiáticos que tentam impor nessas vidas "marcas" adultas, muitas vezes extensões de uma sociedade pedófila. E o que pior, nem nos damos conta, muitas vezes...

sábado, 15 de maio de 2010

OUTRA PROPOSTA DE ENGAJAMENTO...


No Doutorado tenho tido a chance de rever o conceito de ideologia na atual fase do capitalismo. E ao contrário de uma lógica do "mártir" e seus mecanismos suicidas de desarticulação do poder vigente, aqui proponho pensar em uma outra forma de engajamento. Uma recolocação cotidiana, com uma prática de libertação desse cinismo que nos acomete, seja camuflado por um anestesiamento e/ou pela corporificação do discurso que se anuncia, mais ou menos, assim: "é assim mesmo, não tem o que fazer". Restando-nos viver dentro de uma lógica perversa, de que só que é possível, tentar se dar bem!!! Afinal, por onde andam os hérois e mártires, exceto na construção espetacular da mídia?
Assim, para prosseguir nesse "beco quase sem saída", resistindo frente a um matilha de cães/dispositivos famintos... Apresento a lógica de resistência proposta por Terry Eagleton em seu texto - O discurso e Ideologia, encaminhada ontem em sala de aula, na fala de Helena Katz:
"... não é porque a resistência é modesta, que ela é insuficiente. Hoje só é possível fazer insubordinações modestas e locais. Não se pode imaginar que é possível desarticular um discurso ideológico, e que é só eficiente assim"
Então, meu povo... seja na forma de um texto, de um desejo de verdade, do uso de uma mídia (blog) como possibilidade de reflexão (viu, vivi?), de escolhas cotidianas, a exemplo, dos filmes que vamos assistir, se vamos reciclar o lixo ou não, entre tantas outras coisas, estão pequenas ações de resistência a falta do comprometimento proclamado, presente de forma não aparente, em vários discursos de poder. DESCOMPROMETIMENTO CÍNICO que cotidianamente atravessa nossos corpos.
A coisa é tão séria que passa batido...
É preciso recuperar a indignação como ignição para uma ação de resistência, ainda que seja modesta. Mas que é possivel fazer. Entenda resistência deslocada do seu figurino habitual. A resistência que é possível hoje, pode não ser mais travestida na forma de greves ou na negação de algo. A exemplo das pessoas que optam pelo não uso do celular, como um repúdio as novas tecnologias. A negação aqui , é uma forma de resistência/insubordinação que fecha a porta de discussão. Que ao meu ver, só causa ruído. O que precisamos é de insubordinações que reproponham novos usos e mudanças de atitude frente ao outro e a vida em coletivo.
A começar por uma possibilidade de ver o que está por trás de um dicurso. E assim, recuperar um pouco do senso crítico e da possibilidade de engajamentos outros.
Hoje pela manhã, eu passei por uma situação bem pessoal. A minha resistência se fez na forma da verdade, do esclarecimento dos fatos, a única possibilidade de "libertação de crenças letais" (usando Eagleton). Verdade que se torna insubordinação diante de um mundo manipulado por discursos e pelo comportamento de querer se dar bem as custas do outro.
Quando poderia pensar que valores como a verdade, a ética, o comprometimento com sua trajetória de vida pessoal e escolhas profissionais ( nesse caso específico, campo da dança), poderiam ser entedidos como insubordinações? Quando de fato, seriam valores naturais do ser vivente. Escrevo ser vivente, porque além dos humanos, muitos animais têm manifestações éticas, comprometimentos com a vida e com sua espécie.

É povo...
Aqui fica o meu desejo de verdade, foucaltianamente falando, como exercício de insubordinação a esse mundo de faz de conta, onde as fofocas/"crenças letais" banalizam as ações, ou melhor "ralações" nossas de cada dia.
Enfim... prefiro continuar na minha trilha modesta, resistindo como a gatinha acima.... do que sentar a mesa dos...
Aqui, vocês têm a liberdade de concluir o texto... e repensar que tipo de insubordinações fazem parte do seu repertório de vida!
Beijinhos...

sábado, 8 de maio de 2010

Mainha, MINHA MÃE, Mamusca... Berequinha. Por você me rendo a qualquer apelo midiático!!!



Minha MÃE...

São tantas imagens de você que carrego comigo, que não caberiam aqui. Nem que pudesse usar do recurso mais avançado da computação gráfica... simplesmente não daria conta. Entretanto, me contento com essas duas: você no Karaokê cantando de forma mais deliciosa e no curso de Patchwork, aqui em São Paulo, costurando a bolsa de Maria Elisa. Pois de alguma forma, elas me trazem uma pontinha de você que se traduz em arte. Seja a ARTE de ser mais uma Dalva de Oliveira, seja a ARTE de fazer-se em vestidos de noiva, formatura, bordados, bolsas, enfim...
ARTE que é puro conhecimento, que sinceramente é para poucas. ARTE QUE É DOAÇÃO, que se faz conhecimento de vida ao chegar no outro produzindo encantamento, beleza, alegria e muitas outras emoções, até fazer-se AMOR. E esse AMOR/ARTE não se aprende em Universidades ou em Pós-graduações, não há livro que ensine, simplesmente é, existe e não foi disponibilizada para todas. Por isso, mãe, digo que além de artista, você é um ser que toca na alma do outro... e sinceramente, acredito que essa tenha sido a sua missão aqui na terra.
São tantas imagens aqui comigo agora... que só me resta agradecer. Por essa mãe que é puro amor e que fez/faz da sua vida ARTE para todos nós. Afinal, desde de sempre, aprendemos a te dividir com tantos outros filhos e filhas que te chamam de mãe, sem ao menos terem saído do seu ventre. BEM AVENTURADOS, SOMOS TODOS NÓS QUE A TEMOS POR PERTO.
O que seria de nós? De mim, sem sua presença acolhedora?
São nos seus braços-palavras, braços-olhar, braços-apoio que descanso e conheco uma trilha sem medo para prosseguir. Ao seu lado, tenho a sensação que posso tudo, ainda que este tudo, seja quase tudo. Com você enfrento a vida.
Ahhh mãe por você, sou o que sou hoje. Você tomou o sopro de Deus e me essa fez pessoa, essa mulher, da espécie humana, que é GENTE como se diz... e que é só é feliz quando está com gente e quando investe em gente! Isso aprendemos com você, eu, Lali e Lilian, não é à toa que somos tão parecidas...
Ficaria horas aqui escrevendo... Mas só queria dizer mais uma coisinha: OBRIGADA! Obrigada por existir em minha vida, por ter me feito gente e mais do que nunca, por entender/experenciar o significado da palavra mãe. Pois de nada adiantaria gestar uma vida, se não tivesse tido a possibilidade de ter gestado o "verdadeiro" significado da palavra mãe. Com você aprendi o que é mãe e por você continuarei corporificando esse aprendizado, que chamarei, aqui, de privilégio.
TE AMO....
Hoje, 09/05/2010, mais do que nunca desejaria estar perto de você para te dar um abraço e agradecer, agradecer.... mãe-ventre que se faz em mim.

ESCALADAS...


Essa figura postada revela minha atual situação: sinto-me escalando montanhas de livros! E apsesar de não querer usa-la como justificativa para minha ausência prolongada, aqui no blog, acabo nela sim! Desculpem-me!

Pois acreditem: as leituras têm sido um GRANDE desafio para mim! Não só de estado de espírito, como também do tempo destinado a tal fazer. O que é muito estranho, uma vez que sempre fui compulsiva (quase devoradora) por livros e não existia maior prazer do que este: ler! Livros para mim, principalmente se tratando de uma bibliografia vinculada a minha área de pesquisa - Dança, Política, Mídia e Poder, sempre foram uma possibilidade de saborear o saber com sabor. É justamente, o que Roland Barth traduz como "gaio sabor", ou seja, o prazer que a leitura dispara no corpo. Entrretanto, nesse momento da minha vida, por muitos motivos, sejam emocionais, geográficos, fisico-químicos, etc. a química interna é outra. Sou tomada de "assalto" por uma falta de concentração, em outras palavras uma grande dificuldade em me conectar com o texto. Escalo cada parágrafo na tentativa de não cair no risco de fazer uma leitura do tipo romance ou novelesca, onde as palavras chegam e não encontram formas de colar no corpo. Fujo das leituras que apenas ilustram, ilustram...
Contudo, ouço a voz da sabedoria popular: a natureza é sábia. Talvez nesse momento, o que menos necessito é escalar qualquer que seja o monte. Afinal, o corpo se utliza da sua lógica interna para poupar energia para outros fins. Que concerteza não são as escaladas acadêmicas e bibliográficas, mas sim de outra natureza - o da preservação da espécie humana. Mais uma vez, tiro meu chapéu para Darwin. Uma vez que na Teoria da Evolução, encontro a minha redenção situacional.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Em Sampa, de volta ao Doutorado/PUC-SP



Olha euzinha, aqui, outra vez! Transitando pela Rua Monte Alegre e respirando as paredes dessa Universidade. Sentindo o êxtase que o acesso ao conhecimento proporciona e ao mesmo tempo aprendendo a sobreviver as imposições que a vida acadêmica impõe. Escolho, utilizar as palavras de um grande filósofo para tentar se aproximar do que sinto. Pierre Bourdieu, escreve:

"Assim, para viver num mundo que não é meu, tenho que procurar entender as duas coisas: o que significa ter uma mente acadêmica - como é que se cria isso - e, ao mesmo tempo, o que foi perdido na aquisição dela".
Enfim... muitos ajustes, negociações, remobilizações...

segunda-feira, 8 de março de 2010

UMA BOA DICA PARA ENTENDER O BBB10

Não costumava assitir esse tipo de programa e sempre banquei a "intelectual", mas como uma pessoa que agora está inserida num programa de Comunicação e com outras curiosidades... comecei a assistir, sem fanatismo, é claro. Fora que, com dois sobrinhos adolescentes viciados em BBB10, optei em bancar a tia "grilo falante". Sabe aquela que puxa uma reflexão e tenta levar a discussão para um tônica menos consumista? Entretanto, andei muito indignada com a manipulação da Globo e a forma como Marcelo Dourado caiu no gosto da mídia e da população. Ao ponto de desistir de acompanhar o programa e continuar no posto da tia "intelectual"... Assumo: não assisto mais e tenho raiva de quem sabe!
Porém hoje, vasculhando a internet me deparo com o blog de Jean Wyllys e encontrei uma postagem que explicou de modo muito bacana os "motivos" do sucesso de Marcelo Dourado. Talvez tenha encontrado um substituto para os meus sobrinhos, para o posto de tia "grilo falante" no que se refere ao BBB10. Se você, companheiro de Blog, tem interesse por essa questão.... vale a pena conferir!!!
VAI LÁ...
Blog de Jean Wyllys
Assunto: Autoridade dourada e facista
LINK: